MANEJO TERAPÊUTICO DA MASTITE NÃO PUERPERAL

Autores

  • Heloisa Vitoria de Jesus Sousa
  • Giovana Lara Neves Rocha
  • Anna Klara da Costa Silva
  • Ana Carolina Santiago Barros
  • Sophia da Silva Veloso
  • Luca Christophe Augusto
  • Tiago Alves Bernardes dos Santos
  • Kethlen Marinho Alves
  • Letícia Dívina de Sousa Gomes
  • Elizandra Pereira Trindade
  • Fernanda Therezinha Salvador dos Santos
  • Felipe Lessa dos Reis

DOI:

https://doi.org/10.56238/isevmjv5n2-015

Palavras-chave:

Mastite Não Puerperal, Mastite Granulomatosa, Terapêutica, Recorrência

Resumo

A Mastite Não Puerperal (MNP) é uma afecção inflamatória benigna da mama, heterogênea e incomum, caracterizada por sua ocorrência fora do ciclo gravídico-puerperal, evolução crônica e alta frequência de recorrência, impactando significativamente a qualidade de vida. As formas clínicas mais prevalentes são a Mastite Periductal (MPD), fortemente associada ao tabagismo e inversão mamilar, e a Mastite Lobular Granulomatosa (MLG), correlacionada com distúrbios autoimunes e hiperprolactinemia. Devido à semelhança com o carcinoma mamário em exames de imagem, a biópsia histopatológica consolida-se como o padrão-ouro para o diagnóstico diferencial e exclusão de malignidade. O manejo terapêutico, dada a ausência de um protocolo universal, deve ser multimodal e individualizado. As estratégias variam entre o tratamento conservador (corticosteroides para MLG e antibioticoterapia para MPD) e intervenções cirúrgicas, indicadas em casos de abscessos persistentes e recidiva, buscando sempre a redução das elevadas taxas de recorrência. Fatores de risco sistêmicos (como diabetes e hipertensão), além de indicadores imunometabólicos (ex: fibrinogênio elevado e redução de HDL-C), também influenciam o prognóstico e a recidiva. Dessa forma, o presente estudo objetivou analisar as evidências científicas recentes sobre as estratégias de manejo da MNP, reforçando a necessidade de uma abordagem multidisciplinar e do controle rigoroso dos fatores de risco para garantir desfechos favoráveis e a preservação da saúde mamária.

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Publicado

2026-03-21

Edição

Seção

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Como Citar

MANEJO TERAPÊUTICO DA MASTITE NÃO PUERPERAL. (2026). International Seven Journal of Multidisciplinary, 5(2), e9703. https://doi.org/10.56238/isevmjv5n2-015