CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA): DÉFICITS DE COMUNICAÇÃO E PADRÕES RESTRITIVOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevmjv5n2-029Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista, Critérios Diagnósticos, Comunicação Social, Padrões Restritivos, Intervenção PrecoceResumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma desordem do neurodesenvolvimento complexa e multifatorial, caracterizada por déficits persistentes na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Este estudo constituiu-se como uma revisão bibliográfica narrativa com o objetivo de sintetizar as evidências científicas contemporâneas sobre os critérios diagnósticos do TEA, com foco nos déficits de comunicação e padrões restritivos, utilizando a base de dados PubMed. Os critérios atuais (DSM-5 e CID-11) convergem em dois domínios principais, destacando-se, na comunicação, a falta de reciprocidade socioemocional e o prejuízo na atenção compartilhada (joint attention). No domínio comportamental, são notáveis as estereotipias motoras, a insistência em rotinas inflexíveis e a hiper/hiporreatividade sensorial. O diagnóstico, que permanece essencialmente clínico apesar dos avanços neurobiológicos e genéticos, utiliza ferramentas padrão-ouro como o ADOS-2 e ADI-R. Conclui-se que a detecção precoce e o manejo individualizado e multidisciplinar, incluindo intervenções como ABA, ESDM, JASPER e o uso de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), são cruciais para favorecer a neuroplasticidade, melhorar o prognóstico funcional e a qualidade de vida dos indivíduos com TEA.
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