DIAGNÓSTICO DA ISQUEMIA MESENTÉRICA
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevmjv5n2-030Palavras-chave:
Isquemia Mesentérica, Diagnóstico, Angiotomografia Computadorizada, Isquemia Mesentérica Aguda, BiomarcadoresResumo
A isquemia mesentérica consiste na redução do fluxo sanguíneo para os órgãos viscerais, resultando em comprometimento metabólico, lesão tecidual e, em casos avançados, necrose intestinal. A forma aguda configura uma emergência cirúrgica de elevada mortalidade, especialmente quando há atraso no diagnóstico, enquanto a forma crônica apresenta evolução insidiosa, frequentemente associada à doença aterosclerótica. A apresentação clínica inicial, frequentemente inespecífica, dificulta o reconhecimento precoce, exigindo elevado grau de suspeição clínica. A angiotomografia computadorizada bifásica é atualmente o principal método de diagnóstico, permitindo a identificação de oclusões vasculares e alterações secundárias associadas à isquemia intestinal. Em contrapartida, exames laboratoriais, como o lactato e dímero-D, apresentam baixa especificidade, sendo úteis apenas como ferramentas auxiliares. Além disso, biomarcadores emergentes, como a proteína de ligação de ácidos graxos intestinais, apresentam potencial na detecção precoce das lesões, embora ainda não estejam amplamente estabelecidos na prática clínica. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo revisar os principais métodos diagnósticos da isquemia mesentérica, com ênfase em exames de imagem, achados clínicos e biomarcadores. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, baseada na análise de estudos recentes sobre o tema. Os achados reforçam que a abordagem diagnóstica depende da integração entre suspeita clínica e métodos de imagem, sendo essencial para a adequada condução terapêutica e redução da mortalidade.
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