DIAGNÓSTICO E RASTREIO DO CÂNCER COLORRETAL NO IDOSO
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevmjv5n2-031Palavras-chave:
Câncer Colorretal, Rastreio, Idoso, Biomarcadores, Medicina de PrecisãoResumo
O câncer colorretal (CCR) é a terceira neoplasia mais comum e a segunda principal causa de morte por câncer globalmente, sendo o idoso o principal grupo de risco e foco das estratégias de diagnóstico e rastreamento precoce. O rastreio tradicional, baseado em colonoscopia e testes fecais, enfrenta desafios de adesão e invasividade, impulsionando a busca por abordagens de medicina de precisão. Os avanços recentes destacam a integração de biomarcadores (proteômicos e metabólicos, como ácido oleico e alocólico) e escores de risco poligênico para estratificação individualizada e otimização da idade ideal de rastreio. A inteligência artificial (IA) também emergiu como uma ferramenta poderosa, utilizando classificadores de tomografia computadorizada para estratificar o risco de recorrência em CCR estágio II. Além disso, o diagnóstico molecular para mutações KRAS e BRAF é mandatório em doença avançada para guiar terapias-alvo mais eficazes e menos tóxicas. O DNA tumoral circulante (ctDNA) se destaca como um biomarcador não invasivo crucial na detecção de doença residual mínima e na predição de recidiva, permitindo o manejo individualizado. Conclui-se que o futuro do rastreio e diagnóstico do CCR no idoso reside na convergência de biomarcadores líquidos, genômica e IA, visando a detecção em estágios curáveis e o tratamento de alta precisão.
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