ESG NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DO PILAR AMBIENTAL (2020–2025): ESTADO DA ARTE E TENDÊNCIAS FUTURAS
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.023-005Palavras-chave:
ESG, Administração Pública, Sustentabilidade, Compras Públicas Sustentáveis, Governo, Políticas Sustentáveis, Revisión SistemáticaResumo
A incorporação do pilar ambiental do ESG na administração pública tem avançado de forma desigual em nível global, apesar do crescente reconhecimento institucional da sustentabilidade governamental. Este estudo apresenta uma revisão sistemática da literatura (RSL), conduzida de acordo com o protocolo PRISMA 2020, com o objetivo de mapear dimensões, indicadores, metodologias e tendências relacionadas à adoção do ESG ambiental no setor público. Um total de 1.273 publicações foi recuperado das bases de dados Scopus, Web of Science e IEEE Xplore (2020–2025), das quais 1.006 foram consideradas elegíveis após triagem utilizando a plataforma Rayyan. A análise bibliométrica, realizada com o uso do VOSviewer e do Bibliometrix/Biblioshiny, identificou clusters temáticos relacionados a compras públicas sustentáveis, infraestrutura verde, eficiência energética, governança ambiental e políticas climáticas. A análise bibliográfica de 69 artigos selecionados, organizados em três dimensões temáticas, revelou avanços no uso de indicadores ambientais, frameworks compostos (como DPSIR e IPEEI) e práticas inovadoras de gestão urbana. No entanto, persistem desafios, incluindo a padronização metodológica, a ausência de marcos regulatórios robustos, lacunas institucionais e limitada integração intersetorial, particularmente em países da América Latina. Este estudo propõe uma agenda de pesquisa voltada ao desenvolvimento de frameworks integrados de avaliação ESG aplicáveis à gestão municipal, com ênfase em empresas públicas de engenharia e projetos de infraestrutura urbana. Os achados contribuem para o avanço das discussões sobre sustentabilidade governamental e para a consolidação das práticas de ESG ambiental no setor público. De modo geral, os resultados indicam a predominância de indicadores ambientais orientados territorialmente, uma lacuna no uso de métricas aplicáveis às políticas públicas e uma fraca integração entre ESG e governança urbana.
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