MANEJO CIRÚRGICO E ENDOSCÓPICO NO TRATAMENTO DA COLEDOCOLITÍASE
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.002-047Palavras-chave:
Coledocolitíase, Colelitíase, Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica, Cirurgia LaparoscópicaResumo
A coledocolitíase constitui uma das principais complicações da colelitíase, sendo responsável por importantes quadros de morbidade, como colangite e pancreatite aguda biliar. Com a evolução das técnicas minimamente invasivas, o tratamento dessa condição passou a integrar abordagens endoscópicas e cirúrgicas, ampliando as possibilidades terapêuticas e favorecendo melhores desfechos clínicos. O presente estudo teve como objetivo revisar as evidências científicas recentes acerca do manejo cirúrgico e endoscópico da coledocolitíase. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa realizada por meio de busca na base de dados PubMed, utilizando os descritores “Choledocholithiasis” e “Therapeutics”, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram priorizadas publicações contemporâneas, mas também incluindo artigos clássicos considerados fundamentais para discussão das técnicas abordadas, em língua portuguesa e inglesa, com relevância direta ao tema. Observou-se que a definição da estratégia terapêutica depende da adequada estratificação de risco, baseada em critérios clínicos, laboratoriais e métodos de imagem. A Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) permanece amplamente empregada, principalmente em abordagens sequenciais associadas à colecistectomia laparoscópica. Entretanto, técnicas realizadas em único tempo cirúrgico, como a exploração laparoscópica da via biliar principal e a técnica de Rendezvous, vêm demonstrando resultados promissores, incluindo elevada efetividade na remoção de cálculos, menor tempo de internação hospitalar e menor incidência de algumas complicações relacionadas à CPRE convencional em centros especializados. Apesar dos avanços terapêuticos, a escolha da abordagem ideal permanece dependente da experiência da equipe, da infraestrutura disponível e das condições clínicas do paciente. Dessa forma, conclui-se que o manejo da coledocolitíase deve ocorrer de maneira individualizada e multidisciplinar, priorizando segurança, resolutividade e menor morbidade.
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