INTERVENÇÕES DE EMERGÊNCIA E SUPORTE HEMODINÂMICO NO TRATAMENTO DO EDEMA AGUDO DE PULMÃO
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.002-048Palavras-chave:
Edema Agudo de Pulmão, Suporte Hemodinâmico, Ventilação Não Invasiva, Diuréticos, Água Pulmonar Extravascular, Terapia HídricaResumo
O edema agudo de pulmão (EAP) é uma emergência clínica crítica, caracterizada pelo acúmulo de fluido nos espaços pulmonares, que resulta em insuficiência respiratória aguda e prejuízo nas trocas gasosas. Tradicionalmente classificado em cardiogênico (por disfunção ventricular esquerda) e não cardiogênico (como na SDRA), a intervenção de emergência exige a rápida identificação da etiologia subjacente para a definição da estratégia terapêutica. Este artigo, uma revisão de literatura, examina as evidências e protocolos relacionados ao suporte hemodinâmico e às intervenções urgentes no EAP. O manejo eficaz deve equilibrar a perfusão tecidual com o risco de sobrecarga fluida, sendo a monitorização orientada por marcadores como a Pressão Venosa Central (PVC) e a Água Pulmonar Extravascular (EVLW), medidas por termodiluição transpulmonar. As estratégias terapêuticas fundamentais incluem a ventilação não invasiva com pressão positiva (CPAP ou BPAP), eficaz para melhorar as trocas gasosas, reduzir o trabalho respiratório e diminuir a necessidade de intubação orotraqueal. O tratamento farmacológico inclui o uso criterioso de diuréticos para corrigir o acúmulo de fluido, exceto em quadros de hipovolemia. Conclui-se que o sucesso da intervenção é determinado pela vigilância contínua e pela individualização do manejo clínico para estabilizar a função respiratória e hemodinâmica do paciente crítico.
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