ABORDAGEM TERAPÊUTICA E PROTOCOLOS ASSISTENCIAIS NO TRATAMENTO DA TOXOPLASMOSE GESTACIONAL
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.002-049Palavras-chave:
Toxoplasmose Gestacional, Transmissão Vertical, Diagnóstico Pré-natal, Espiramicina, Toxoplasmose CongênitaResumo
Esta revisão narrativa buscou discutir as evidências atuais sobre o manejo terapêutico e assistencial da toxoplasmose gestacional. A toxoplasmose é uma infecção causada pelo protozoário intracelular Toxoplasma gondii que, quando adquirida primariamente durante a gravidez, representa uma ameaça severa à saúde fetal devido ao risco de transmissão vertical e ao potencial de sequelas graves, como a tríade clássica de hidrocefalia, coriorretinite e calcificações intracranianas. A probabilidade de transmissão vertical e a severidade clínica variam conforme a idade gestacional. O manejo eficaz depende de um diagnóstico precoce e preciso, que se inicia com a sorologia para anticorpos IgM e IgG, complementada pelo teste de avidez de IgG para diferenciar infecções agudas de crônicas. A infecção fetal é confirmada por amniocentese com análise por PCR após a 18ª semana de gestação. As estratégias terapêuticas são estratificadas: a espiramicina é o fármaco de escolha para a profilaxia da transmissão vertical quando a infecção fetal é desconhecida. Em casos de infecção fetal confirmada, o tratamento é alterado para a combinação de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico, a qual exige monitoramento rigoroso devido ao risco de toxicidade. A implementação de protocolos assistenciais estruturados e programas sistemáticos de rastreamento pré-natal é crucial para a redução da morbidade associada à toxoplasmose congênita, sendo fundamental o acompanhamento pós-natal contínuo para mitigar manifestações tardias.
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