A FORMAÇÃO HUMANA EM PERSPECTIVA INTEGRAL: DIÁLOGOS ENTRE ESPIRITUALIDADE, ÉTICA E MORAL NA PSICOLOGIA
Palavras-chave:
Espiritualidade, Desenvolvimento Moral, Educação Integral, Subjetividade, Psicologia e EducaçãoResumo
A espiritualidade, a ética e a moral vêm ganhando relevo como chaves interpretativas para compreender o desenvolvimento humano e repensar a formação integral em contextos educativos. Este capítulo tem por propósito examinar, a partir da psicologia, como espiritualidade, moral e ética se articulam e de que modo podem fundamentar projetos de educação integral voltados à humanização, ao exercício crítico da consciência e à abertura à transcendência. Parte-se de um esclarecimento conceitual em que a espiritualidade é compreendida como busca de sentido e autotranscendência, a moral como sistema de normas e práticas socioculturais e a ética como reflexão crítica sobre o agir humano, destacando-se sua função estruturante na constituição da subjetividade. Em seguida, desenvolve-se uma revisão bibliográfica de caráter teórico-reflexivo e abordagem qualitativa, que percorre diferentes tradições psicológicas: a Logoterapia de Viktor Frankl; as contribuições da Psicologia Humanista e Transpessoal; as leituras existenciais e fenomenológicas; a Psicologia da Religião; os aportes da Psicanálise; as perspectivas culturais e sistêmicas; a Psicologia Positiva e as investigações em neurociências da espiritualidade; os estudos em psicologia moral e do desenvolvimento; a Psicologia Histórico-Cultural e a Psicologia da Libertação. A análise aponta que, apesar de assentadas em matrizes epistemológicas diversas, essas correntes convergem ao reconhecer a espiritualidade como dimensão que organiza a experiência de sentido, orienta o juízo moral e qualifica o agir ético, ultrapassando o âmbito confessional e assumindo relevância psicológica, pedagógica e social. Argumenta-se, por fim, que integrar espiritualidade, ética e moral à educação integral – em diálogo com a Psicologia Integral de Ken Wilber e com propostas que incorporam recursos e práticas espirituais – favorece o autoconhecimento, o cultivo de valores e a capacidade de atribuir significado à existência, contribuindo para a formação de sujeitos mais críticos, responsáveis e interiormente integrados.
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