DESAFIOS DE SAÚDE PÚBLICA NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO ROTAVÍRUS EM CRIANÇAS: LIMITAÇÕES, TECNOLOGIAS E IMPACTO CLÍNICO
Palavras-chave:
Rotavírus, Diagnóstico Precoce, Saúde da Criança, Vigilância Epidemiológica, Sistema Único de SaúdeResumo
O rotavírus permanece como uma das principais causas de gastroenterite aguda em crianças, configurando-se como um relevante problema de saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento. O diagnóstico precoce dessa infecção é fundamental para a adoção de medidas terapêuticas oportunas, prevenção de complicações clínicas e fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar os desafios relacionados ao diagnóstico precoce do rotavírus em crianças, com ênfase nas limitações estruturais, nas desigualdades regionais, nas tecnologias diagnósticas disponíveis e no impacto clínico da identificação tardia da infecção. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, do tipo revisão integrativa da literatura, realizado a partir da seleção de produções científicas e documentos oficiais publicados em bases nacionais e internacionais. A análise dos estudos permitiu a organização dos achados em seis eixos temáticos: limitações estruturais e organizacionais no diagnóstico precoce; desigualdades regionais e impacto na morbidade infantil; ambientes coletivos e transmissão do rotavírus; fragilidades da vigilância epidemiológica e dos sistemas de informação; tecnologias diagnósticas e desafios para incorporação no Sistema Único de Saúde; e impacto clínico e implicações éticas do diagnóstico tardio. Os resultados evidenciaram que, apesar da existência de políticas públicas, protocolos clínicos e avanços na vacinação contra o rotavírus, persistem dificuldades no acesso ao diagnóstico laboratorial, subnotificação de casos e desigualdade na distribuição de recursos entre as regiões brasileiras. Observou-se, ainda, que a incorporação limitada de tecnologias diagnósticas na atenção primária contribui para atrasos no manejo clínico e aumento das internações evitáveis. Conclui-se que o fortalecimento da atenção básica, da vigilância epidemiológica e da incorporação de tecnologias acessíveis constitui estratégia essencial para a redução da morbidade infantil associada ao rotavírus.
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