DESAFIOS DE SAÚDE PÚBLICA NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO ROTAVÍRUS EM CRIANÇAS: LIMITAÇÕES, TECNOLOGIAS E IMPACTO CLÍNICO

Autores

  • Francisnei Freitas Santos
  • Susana de Sousa Araújo
  • Dominik Oliver Silva de Araújo
  • Iana Gracieli de Queiroz
  • Naiara Cristina de Souza Garajau
  • Margareth Vieira do Nascimento
  • Nayara Cristina Milane
  • Sarah Fernandes Zaparoli
  • Flavia Frade de Mello

Palavras-chave:

Rotavírus, Diagnóstico Precoce, Saúde da Criança, Vigilância Epidemiológica, Sistema Único de Saúde

Resumo

O rotavírus permanece como uma das principais causas de gastroenterite aguda em crianças, configurando-se como um relevante problema de saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento. O diagnóstico precoce dessa infecção é fundamental para a adoção de medidas terapêuticas oportunas, prevenção de complicações clínicas e fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar os desafios relacionados ao diagnóstico precoce do rotavírus em crianças, com ênfase nas limitações estruturais, nas desigualdades regionais, nas tecnologias diagnósticas disponíveis e no impacto clínico da identificação tardia da infecção. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, do tipo revisão integrativa da literatura, realizado a partir da seleção de produções científicas e documentos oficiais publicados em bases nacionais e internacionais. A análise dos estudos permitiu a organização dos achados em seis eixos temáticos: limitações estruturais e organizacionais no diagnóstico precoce; desigualdades regionais e impacto na morbidade infantil; ambientes coletivos e transmissão do rotavírus; fragilidades da vigilância epidemiológica e dos sistemas de informação; tecnologias diagnósticas e desafios para incorporação no Sistema Único de Saúde; e impacto clínico e implicações éticas do diagnóstico tardio. Os resultados evidenciaram que, apesar da existência de políticas públicas, protocolos clínicos e avanços na vacinação contra o rotavírus, persistem dificuldades no acesso ao diagnóstico laboratorial, subnotificação de casos e desigualdade na distribuição de recursos entre as regiões brasileiras. Observou-se, ainda, que a incorporação limitada de tecnologias diagnósticas na atenção primária contribui para atrasos no manejo clínico e aumento das internações evitáveis. Conclui-se que o fortalecimento da atenção básica, da vigilância epidemiológica e da incorporação de tecnologias acessíveis constitui estratégia essencial para a redução da morbidade infantil associada ao rotavírus.

DOI: https://doi.org/10.56238/sevened2026.002-001

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Publicado

2026-01-12

Como Citar

Santos, F. F., Araújo, S. de S., de Araújo, D. O. S., de Queiroz, I. G., Garajau, N. C. de S., do Nascimento, M. V., Milane, N. C., Zaparoli, S. F., & de Mello, F. F. (2026). DESAFIOS DE SAÚDE PÚBLICA NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO ROTAVÍRUS EM CRIANÇAS: LIMITAÇÕES, TECNOLOGIAS E IMPACTO CLÍNICO. Seven Editora, 1-17. https://sevenpubl.com.br/editora/article/view/8955