ANSIEDADE SOCIAL COMO BARREIRA NA ADAPTAÇÃO AO ENSINO SUPERIOR

Autores

  • Zulma Sánchez Estrada
  • Jorge Noriega Zenteno
  • Elizabeth Sánchez Vazquez
  • Diego García Jara
  • Diana Huitrón Alpizar

Palavras-chave:

Adolescência Tardia, Ansiedade Social, Estudo de Caso, Psicopedagogia, Regulação Emocional

Resumo

A adolescência tardia constitui uma etapa crítica na transição para o ensino superior, caracterizada por exigências acadêmicas, sociais e emocionais que podem aumentar a vulnerabilidade psicológica dos estudantes. Nesse contexto, a ansiedade social representa uma das problemáticas mais frequentes, pois interfere diretamente na participação acadêmica, na interação interpessoal e no bem-estar emocional. O presente artigo tem como objetivo analisar um estudo de caso psicopedagógico referente a um estudante universitário de 18 anos, identificado com sintomatologia compatível com ansiedade social e traços evitativos, a partir de um processo de acompanhamento institucional. Empregou-se uma metodologia qualitativa, com delineamento de estudo de caso, fundamentada na análise do prontuário psicopedagógico, na observação clínica e no acompanhamento longitudinal de diversas sessões de intervenção. A análise dos registros permitiu identificar manifestações iniciais de inibição social, medo antecipatório do julgamento externo, autocrítica intensa, ruminação cognitiva e estratégias desadaptativas de regulação emocional, como o diálogo autoexterno. Também foram observadas dificuldades na percepção de apoio familiar e na autoeficácia interpessoal, as quais se intensificaram durante o processo de adaptação universitária. A intervenção psicopedagógica foi estruturada por meio de estratégias de exposição social gradual, reestruturação cognitiva, treinamento em habilidades sociais, trabalho de autopercepção e imagem corporal, e fortalecimento de habilidades de contenção emocional. Os resultados evidenciam uma evolução progressiva do estudante, refletida no aumento da iniciativa social, na redução de comportamentos evitativos, na diminuição da frequência do diálogo autoexterno e em maior integração nos contextos acadêmico e familiar. Conclui-se que a idade atua como um fator desencadeador relevante no surgimento e na manutenção da ansiedade social durante o ingresso na universidade. Destaca-se, ainda, a eficácia do acompanhamento psicopedagógico precoce como estratégia de prevenção secundária, ao favorecer a regulação emocional, a adaptação ao ambiente universitário e a permanência acadêmica, consolidando o papel da instituição educacional como agente ativo de acompanhamento integral da saúde mental estudantil.

DOI: https://doi.org/10.56238/sevened2025.038-082

Publicado

2025-12-31

Como Citar

Estrada, Z. S., Zenteno, J. N., Vazquez, E. S., Jara, D. G., & Alpizar, D. H. (2025). ANSIEDADE SOCIAL COMO BARREIRA NA ADAPTAÇÃO AO ENSINO SUPERIOR. Seven Editora, 1391-1412. https://sevenpubl.com.br/editora/article/view/8977