DESAFIOS NO TRATAMENTO DAS FRATURAS ORBITÁRIAS: ABORDAGEM CIRÚRGICA

Autores

  • Andres Santiago Quizhpi Lopez
  • Raiany Stephanie Albino
  • Victoria Regina Schickinoe Galvao
  • Luiz Eduardo Prestes de Oliveira
  • Vinicius Sai Marques
  • Vanessa Peixoto da Silva
  • Gustavo Poletto
  • Elizângela Bonetto da Costa
  • Camila Eduarda Koehler Machado
  • Wisley Rafael Fulber Gomes
  • Leandro Stefanini da Silva
  • Ana Clara Ribeiro Freire de Almeida

Palavras-chave:

Fraturas Orbitárias, Reconstrução Orbitária, Tomografia Computadorizada, Encarceramento Muscular, Implantes Customizados, Cirurgia Bucomaxilofacial

Resumo

As fraturas orbitárias representam um desafio relevante na traumatologia facial, correspondendo a cerca de 3% dos atendimentos em emergência (Zhou et al., 2021). A complexidade anatômica da órbita, composta por múltiplos ossos e estruturas delicadas, exige avaliação cuidadosa para prevenir sequelas funcionais e estéticas permanentes (Døving et al., 2022). O diagnóstico baseia-se principalmente na tomografia computadorizada de feixe cônico, que permite avaliar o defeito ósseo, o aprisionamento muscular e alterações nos tecidos moles orbitários, enquanto a ressonância magnética é indicada em casos específicos, como lesão do nervo óptico (Døving et al., 2022; Zhou et al., 2021). A avaliação clínica completa, incluindo mobilidade ocular, diplopia, enoftalmia e sinais de reflexo óculo-cardíaco, é essencial, especialmente em fraturas do tipo "alçapão" em crianças, que configuram emergência cirúrgica (Heath Jeffery et al., 2022; Døving et al., 2022). O manejo cirúrgico depende da extensão da fratura, do aprisionamento muscular e das alterações visuais. A via transconjuntival é preferida por minimizar cicatrizes e reduzir risco de ectrópio, sendo indicada para reconstrução do assoalho e parede medial orbitária (Døving et al., 2022; Persson et al., 2023). Implantes de titânio, polietileno poroso ou personalizados (PSI), associados a planejamento virtual e navegação intraoperatória, permitem restauração precisa do volume orbitário, especialmente em regiões posteriores e no ápice orbital, reduzindo diplopia e reintervenções (Persson et al., 2023; Zhou et al., 2021). As complicações incluem diplopia persistente, enoftalmia e alterações palpebrais (entrópio e ectrópio), principalmente em casos de múltiplas exposições cirúrgicas ou posicionamento inadequado de implantes (Persson et al., 2023; Døving et al., 2022). O monitoramento rigoroso da função ocular e a padronização de protocolos entre cirurgiões e radiologistas são essenciais para otimizar resultados e reduzir morbidade (Folkestad et al., 2023; Døving et al., 2022). Assim, o tratamento das fraturas orbitárias exige abordagem individualizada, integração de exames avançados e técnicas cirúrgicas precisas, com restauração volumétrica adequada e planejamento tecnológico, fundamentais para prevenir complicações e garantir desfechos funcionais e estéticos favoráveis (Persson et al., 2023; Zhou et al., 2021; Døving et al., 2022).

DOI: https://doi.org/10.56238/sevened2026.003-001

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Publicado

2026-01-14

Como Citar

Lopez, A. S. Q., Albino, R. S., Galvao, V. R. S., de Oliveira, L. E. P., Marques, V. S., da Silva, V. P., Poletto, G., da Costa, E. B., Machado, C. E. K., Gomes, W. R. F., da Silva, L. S., & de Almeida, A. C. R. F. (2026). DESAFIOS NO TRATAMENTO DAS FRATURAS ORBITÁRIAS: ABORDAGEM CIRÚRGICA. Seven Editora, 1-13. https://sevenpubl.com.br/editora/article/view/8999