EDUCAÇÃO INCLUSIVA E NEURODIVERSIDADE NA ESCOLA BÁSICA: DESAFIOS PEDAGÓGICOS E PRÁTICAS DE ACOLHIMENTO
Palavras-chave:
Educação Inclusiva, Neurodiversidade, Estudantes Neuroatípicos, Escola Básica, Práticas PedagógicasResumo
A ampliação do debate sobre educação inclusiva na escola básica tem evidenciado a necessidade de repensar concepções pedagógicas historicamente orientadas pela homogeneização dos sujeitos e dos processos de aprendizagem. Nesse contexto, a noção de neurodiversidade emerge como aporte teórico relevante ao deslocar a compreensão das diferenças cognitivas do campo do déficit para o reconhecimento da diversidade humana. Estudantes neuroatípicos, como aqueles com Transtorno do Espectro Autista, Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade e outras condições neurodivergentes, desafiam a escola a construir práticas pedagógicas que considerem diferentes modos de aprender, interagir e produzir sentidos. O presente capítulo tem como objetivo discutir os fundamentos teóricos da educação inclusiva articulados à perspectiva da neurodiversidade, analisando os desafios pedagógicos, curriculares e formativos enfrentados na educação básica. Ancorado em contribuições de pensadores da educação crítica, da pedagogia inclusiva e da sociologia do currículo, o texto problematiza o trabalho docente, a organização escolar e as práticas avaliativas, defendendo a inclusão como um projeto ético, político e pedagógico. Argumenta-se que a efetivação de práticas inclusivas requer não apenas adaptações metodológicas, mas uma mudança estrutural nas concepções de ensino, aprendizagem e diferença, orientada pela justiça educacional e pelo reconhecimento da singularidade dos sujeitos.
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