O CINEMA NEGRO COMO PRÁTICA ANTIRRACISTA: NARRATIVAS DA GUERRA CIVIL DA NIGÉRIA NAS AULAS DE LÍNGUA INGLESA
Palavras-chave:
Educação Antirracista, Mídia, Cinema NegroResumo
A lei 10.639/03 da educação para as relações étnico-raciais completa 22 anos desde a sua aprovação. Com o intuito de visibilizar ações voltadas para uma educação antirracista, esta pesquisa apresenta um relato de experiência com práticas antirracistas. Objetiva-se pontuar aspectos que podem ser desenvolvidos nos estudantes com estas práticas voltadas para a educação étnico racial, trabalhando o cinema negro. Por meio de um relato de experiência são entrelaçados pressupostos de teóricos da educação (Freire, 2015; 2024; hooks, 2017), da mídia (Belloni, 2009; Jenkins, 2022), da educação antirracista (Cavalleiro, 2024), e das questões étnico-raciais (Munanga, 2009; 2015; Ribeiro, 2018), entre outros que discutem a temática. O filme trabalhado em sala de aula é “Half of a Yellow Sun” (2013) do nigeriano Biyi Bandele, que é uma adaptação do romance “Half of a Yellow Sun” (2006) da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. O tema central do romance histórico e igualmente do filme é a guerra civil da Nigéria (1967-1970). A história tem início com a independência do país em 1960 e mostra os fatos que antecederam ao conflito com a dinâmica da vida dos personagens antes da guerra até o seu término, em 1970. Tendo o conhecimento da dimensão do problema do racismo em nossa sociedade se faz urgente a educação voltada para as relações étnico-raciais. Esse conjunto de práticas na educação básica torna-se fundamental, no sentido de combater o preconceito racial em relação às pessoas negras e de valorização de personalidades negras, trabalhando com suas produções artísticas, científicas e intelectuais em sala de aula, incorporando-as no currículo. O cinema, ao despertar sensibilidades por meio de experiências estéticas, pode desempenhar um papel importante no fortalecimento da identidade negra, promovendo o reconhecimento das raízes culturais dos estudantes e a valorização de seus vínculos com a própria origem e pertencimento.
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