PRÁTICAS RESPIRATÓRIAS DO YOGA COMO INTERVENÇÃO TERAPÊUTICA EM TRANSTORNOS DE SAÚDE MENTAL: EVIDÊNCIAS NEUROBIOLÓGICAS E PERSPECTIVAS DE COOPERAÇÃO INTERDISCIPLINAR
Palavras-chave:
Yoga, Saúde Mental, Pranayama, Variabilidade da Frequência Cardíaca, NeurobiologiaResumo
Objetivo: Analisar as evidências neurobiológicas das práticas respiratórias do yoga como intervenção terapêutica para transtornos de saúde mental e propor estratégias de cooperação entre profissionais de yoga e saúde mental no contexto da atenção psicossocial brasileira. Método: Revisão narrativa da literatura científica sobre os mecanismos neurobiológicos das técnicas respiratórias do yoga em transtornos mentais, análise de protocolos terapêuticos diferenciados por diagnóstico e identificação de lacunas na cooperação interdisciplinar. Resultados: As práticas respiratórias do yoga demonstram eficácia terapêutica documentada através de mecanismos neurobiológicos específicos: restauração da variabilidade da frequência cardíaca (VFC), aumento sustentado do tônus vagal, regulação do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA) e modulação da atividade cerebral em regiões críticas para regulação emocional. Diferentes frequências respiratórias produzem efeitos terapêuticos distintos para cada condição clínica, com a respiração lenta (4,5-6,5 respirações/minuto) emergindo como a mais eficaz para a maioria dos transtornos psiquiátricos. Os benefícios seguem cronologia progressiva e previsível: rápidos (0-5 minutos), curto prazo (1-4 semanas), médio prazo (1-3 meses) e longo prazo (3-6 meses), com taxas de remissão entre 65-85%. Conclusão: As práticas respiratórias do yoga constituem intervenção terapêutica validada cientificamente para transtornos mentais, oferecendo vantagens singulares de acessibilidade universal, ausência de efeitos colaterais, efeitos imediatos e complementaridade potencializadora com tratamentos convencionais. A cooperação estruturada entre profissionais de yoga e saúde mental pode revolucionar resultados terapêuticos através de protocolos diferenciados, educação cruzada e pesquisa colaborativa integrada ao Sistema Único de Saúde.
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