ENTRE A FALA E A ESCRITA: ANÁLISE LINGUÍSTICO-RETÓRICA DO GÊNERO TEXTUAL/DISCURSIVO TROCADILHO NA CANTORIA DE VIOLA NORDESTINA
Palavras-chave:
Análise de Movimentos, Cantoria de Viola, Trocadilhos, Estratégias RetóricasResumo
A cantoria de viola nordestina, improvisada oralmente, mas muitas vezes registrada por escrito, tem despertado o interesse de muitos estudiosos, em diferentes perspectivas, desde os estudos literários e culturais até as abordagens musicais e sociológicas. Poucos, entretanto, são os estudos realizados a partir de uma perspectiva propriamente linguística. Neste artigo, nosso objetivo foi realizar um estudo exploratório do gênero trocadilho na cantoria de viola à luz da perspectiva de Língua para Fins Específicos, sob o aporte teórico-metodológico da Análise de Gêneros (Swales, 1990). Metodologicamente, o estudo consistiu na aplicação da análise de movimentos retóricos a um corpus de vinte estrofes de sextilhas, gênero típico da cantoria de viola, de autoria de Louro do Pajeú, com foco no uso do trocadilho pelo poeta. Como resultado, foram constatados movimentos retóricos próprios tanto do universo da cantoria como específicos da poética do cantador. Esses movimentos podem ser mais gerais, guardando relação com os aspectos de introdução, desenvolvimento e conclusão do texto em qualquer gênero, assim como movimentos específicos do mundo da literatura oral, que desembocam em seu prisma estético e em seu contexto lúdico. Tais resultados poderão contribuir para lançar mais luzes sobre o gênero da cantoria e sobre a obra criativa de Louro, inclusive ressaltando os letramentos não formais típicos das atividades dos cantadores de viola.
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