A ERGONOMIA COGNITIVA DO TELETRABALHO
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.009-032Palavras-chave:
Teletrabalho, Ergonomia Cognitiva, Carga Mental, Fadiga Mental, BurnoutResumo
O crescimento do teletrabalho, especialmente na modalidade home office, ampliou a flexibilidade laboral e favoreceu a conciliação entre a vida profissional e a pessoal; contudo, também intensificou desafios ergonômicos que afetam a saúde, o bem-estar e a produtividade. Nesse contexto, a ergonomia cognitiva assume papel central, uma vez que o trabalho remoto tende a aumentar as demandas mentais relacionadas à multitarefa, ao uso contínuo de tecnologias digitais, à necessidade de atenção constante e à tomada de decisões em ambientes de elevada exigência intelectual. Além disso, a ausência de fronteiras claras entre o tempo de trabalho e o tempo pessoal contribui para a intensificação da carga mental, elevando o risco de fadiga cognitiva, estresse crônico e síndrome de burnout, com impactos na concentração, na memória de trabalho e no desempenho. A literatura destaca que a análise sistemática dos riscos cognitivos no teletrabalho pode ser fortalecida por ferramentas específicas de mensuração da carga mental percebida, permitindo a identificação de pontos críticos de sobrecarga e a orientação de intervenções preventivas. Estratégias como ajustes na distribuição e na intensidade das tarefas, definição de pausas, implementação de políticas institucionais de suporte e reorganização do trabalho mostram-se fundamentais para reduzir o estresse ocupacional e promover maior eficiência. Assim, a aplicação estruturada da ergonomia cognitiva ao teletrabalho contribui simultaneamente para a preservação da saúde mental e para a melhoria da qualidade e da produtividade do trabalho.
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