A DINÂMICA DO CARBONO ORGÂNICO NO SOLO DA CAATINGA: IMPACTO DAS CARACTERÍSTICAS EDAFOCLIMÁTICAS, DEGRADAÇÃO E REGENERAÇÃO VEGETAL
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.012-004Palavras-chave:
Semiárido, Vegetação Xerófila, Serviços Ecossistêmicos, Desertificação, Ciclos BiogeoquímicosResumo
A Caatinga, um dos biomas mais representativos do Brasil, ocupa extensa área no Semiárido, caracterizando-se por limitações edafoclimáticas severas, como o clima Semiárido, altas temperaturas e solos rasos de baixa fertilidade. No entanto, este bioma possui um elevado potencial ecológico, especialmente na regulação do ciclo do carbono, sendo capaz de estocar carbono orgânico no solo quando sua vegetação xerófila é preservada. Este capítulo de livro explora as interações cruciais entre a cobertura vegetal, as condições edafoclimáticas e a dinâmica do carbono orgânico do solo (COS) na Caatinga. Analisa como o regime de chuvas irregular, a intensa evapotranspiração e a pobreza dos solos influenciam a estocagem de carbono. Discute os efeitos da pressão antrópica (desmatamento e sobrepastoreio), que aceleram a degradação e transformam o solo em fonte de CO₂. Em contrapartida, evidencia o papel estratégico da regeneração natural da vegetação na recuperação dos estoques de COS, da fertilidade e da resiliência dos ecossistemas. As observações reforçam a necessidade de estratégias de manejo sustentável para a conservação da vegetação nativa, essencial para a mitigação das mudanças climáticas e a manutenção dos serviços ecossistêmicos.
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