PLANTAS ALIMENTÍCIAS NÃO CONVENCIONAIS (PANCS) COMO FONTES DE CORANTES BIOATIVOS: INTEGRAÇÃO COM NANOTECNOLOGIA, ENCAPSULAÇÃO AVANÇADA, MATERIAIS INTELIGENTES E ECONOMIA CIRCULAR EM TECNOLOGIA DE ALIMENTOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2025.036-167Palavras-chave:
Nanotecnologia, Corantes Bioativos, Encapsulação, Economia CircularResumo
As Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC´s) possuem grande potencial de uso como pigmentos naturais bioativos para a indústria de alimentos em resposta à crescente demanda por ingredientes clean label. Embora ricas em antocianinas, betalaínas e carotenoides, que conferem coloração atrativa e propriedades funcionais relevantes, como atividade antioxidante e anti-inflamatória, a instabilidade inerente desses corantes naturais frente a variações de pH, luz e temperatura, limita sua aplicação em escala industrial. O presente estudo propõe e discute a integração de tecnologias de ponta para superar essa limitação. A nanotecnologia e a encapsulação avançada são apresentadas como ferramentas cruciais para aumentar a estabilidade, proteger e controlar a liberação dos compostos bioativos. Adicionalmente, a aplicação desses pigmentos naturais em materiais inteligentes permite o desenvolvimento de filmes e embalagens ativas, capazes de atuar como indicadores de frescor e qualidade, reforçando a segurança alimentar. A abordagem é complementada pela perspectiva da economia circular que visa o aprimoramento integral da biomassa das PANC´s, reduzindo resíduos e promovendo sustentabilidade. Conclui-se que existe sinergia entre as PANC´s e essas inovações tecnológicas que representam um caminho promissor e sustentável para a substituição efetiva de corantes sintéticos na tecnologia de alimentos promovendo saúde, funcionalidade e responsabilidade ambiental.
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