IMPACTO DO USO DE SEMAGLUTIDA NA MASSA MAGRA E NO RISCO DE SARCOPENIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DAS EVIDÊNCIAS CLÍNICAS
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.009-036Palavras-chave:
Semaglutida, Massa Magra, Função Muscular, Sarcopenia, Obesidade, Diabetes Mellitus Tipo 2Resumo
A semaglutida tem se destacado como uma estratégia farmacológica eficaz no tratamento da obesidade e do diabetes mellitus tipo 2, promovendo perda ponderal significativa. Entretanto, seus efeitos sobre a massa magra, a função muscular e o risco de sarcopenia permanecem objeto de debate, especialmente em populações vulneráveis, como idosos. O objetivo deste estudo foi analisar criticamente as evidências clínicas disponíveis acerca do impacto do uso da semaglutida sobre a massa magra e o risco de sarcopenia. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, conduzida a partir de buscas sistematizadas nas bases de dados PubMed/MEDLINE, SciELO e ScienceDirect, contemplando artigos publicados entre 2015 e 2025. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, estudos observacionais e coortes retrospectivas realizados em humanos que avaliaram os efeitos da semaglutida sobre a composição corporal, a massa magra e desfechos funcionais relacionados à sarcopenia. Ao todo, 19 estudos foram analisados. De forma consistente, a semaglutida esteve associada à perda ponderal significativa, predominantemente atribuída à redução da massa gorda. Observou-se redução absoluta da massa magra, geralmente proporcionalmente menor em relação à perda total de peso, resultando em redistribuição favorável da composição corporal. Os efeitos sobre a função muscular mostraram-se heterogêneos, com preservação funcional em adultos não idosos e maior risco de declínio funcional em populações idosas e clinicamente vulneráveis. Conclui-se que a semaglutida promove alterações favoráveis na composição corporal; entretanto, seus efeitos sobre a massa magra e a função muscular dependem do perfil clínico do paciente. Embora não haja evidência causal direta de indução de sarcopenia, recomenda-se o monitoramento da composição corporal e da função muscular, especialmente em idosos, bem como a adoção de estratégias integradas, como treinamento resistido e adequada ingestão proteica, para mitigar potenciais riscos musculoesqueléticos.
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