ASMA NO ADULTO: EPIDEMIOLOGIA, FISIOPATOLOGIA, SAZONALIDADE, IMPACTO SOCIOECONÔMICO, DIAGNÓSTICO, COMORBIDADES E AVANÇOS TERAPÊUTICOS – UMA REVISÃO DE ESCOPO (PRISMA-SCR)
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.009-038Palavras-chave:
Asma, Adulto, Fisiopatologia, Diagnóstico, Tratamento, Revisão de EscopoResumo
Introdução: A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas e permanece entre as principais causas de exacerbações e uso de serviços de saúde na população adulta.
Objetivo: Mapear e sintetizar criticamente as evidências contemporâneas (2015–2025) sobre fisiopatologia, confirmação diagnóstica objetiva, classificação, manejo farmacológico em etapas e terapias avançadas da asma no adulto, com ênfase no contexto brasileiro.
Métodos: Revisão de escopo conduzida segundo o PRISMA-ScR. Foram pesquisadas PubMed/MEDLINE, SciELO e LILACS, além de diretrizes (GINA e SBPT/JBP). Incluíram-se estudos em adultos (≥18 anos), revisões sistemáticas, ensaios clínicos, consensos e documentos normativos. A seleção foi realizada por triagem de títulos/resumos e leitura do texto completo, com extração (“charting”) dos dados por eixos temáticos.
Resultados: A literatura confirma a heterogeneidade da asma no adulto, com predominância de inflamação tipo 2 em grande parte dos casos e relevância crescente de fenótipos não tipo 2 (p.ex., associados à obesidade, tabagismo e exposições ocupacionais). A confirmação diagnóstica funcional permanece essencial e subutilizada. Recomendações atuais desestimulam o uso isolado de SABA e priorizam corticosteroide inalado (CI) desde etapas iniciais, com estratégias CI–formoterol como manutenção e alívio (MART/SMART) reduzindo exacerbações. Em asma grave, fenotipagem, biomarcadores e imunobiológicos (anti-IgE, anti-IL-5/5R, anti-IL-4/13 e anti-TSLP) ampliaram o controle e reduziram exacerbações em subgrupos selecionados. Persistem lacunas no acesso a espirometria, educação em saúde, adesão e incorporação equitativa de terapias avançadas no Brasil.
Conclusão: A asma no adulto exige diagnóstico objetivo, tratamento anti-inflamatório precoce e abordagem personalizada orientada por risco e fenótipos, com necessidade de estratégias sistêmicas para reduzir desigualdades de cuidado no país.
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