TRATAMENTO ORTODÔNTICO EM PACIENTES SOB TERAPIA ANTIRREABSORTIVA: BASES BIOLÓGICAS E IMPLICAÇÕES PARA A OSTEONECROSE DOS MAXILARES

Autores

  • Marcio Gabriel Oliveira Barbosa
  • Carlos Eduardo Aquino Furtado
  • Bruna Cristina Ferreira Maia
  • Ian Acaz Thomaz Costa
  • Alice Benevenuto de Souza
  • Lívia Freitas Braga
  • Juliana Rocha Arthur
  • Paula Carolina de Souza Chandretti Nogueira
  • Tamires Elisa de Assis Soares
  • Gisele Maria Campos Fabri

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.010-005

Palavras-chave:

Osteonecrose dos Maxilares, Antirreabsortivos, Ortodontia, Bisfosfonatos, Denosumabe

Resumo

Objetivo: Revisar a literatura experimental, in vitro e clínica para caracterizar os mecanismos biológicos pelos quais antirreabsortivos (bisfosfonatos e denosumabe) afetam a remodelação óssea e o movimento dentário ortodôntico, além de examinar relatos de Osteonecrose dos Maxilares Relacionada a Medicamentos (OMRM) associados à terapia ortodôntica.

Materiais e métodos: Revisão narrativa das evidências publicadas, incluindo estudos pré-clínicos, ensaios clínicos controlados e relatos de caso, com ênfase em alterações celulares (atividade osteoclástica, senescência, ERO), respostas inflamatórias mecanossensíveis e achados radiográficos/histopatológicos.

Resultados: Os antirreabsortivos inibem a atividade osteoclástica, aumentam a densidade mineral óssea e reduzem a velocidade da movimentação dentária; o ácido zoledrônico promove hiper-resposta inflamatória do ligamento periodontal sob compressão e dano ao DNA celular, enquanto o denosumabe mostra efeito localizado na ancoragem quando aplicado localmente. Casos clínicos apontam manifestação temporal de OMRM após início da movimentação ortodôntica, com sintomas variando de mobilidade dentária a extensa exposição óssea. Manejo clínico envolve avaliação de risco individualizada, estratégias conservadoras e cirúrgicas e medidas para reduzir traumas locais.

Conclusão: Há evidência consistente de que antirreabsortivos alteram negativamente a remodelação necessária à ortodontia e podem aumentar o risco de OMRM; recomenda-se mecânica leve, prevenção de fatores agravantes e abordagem interdisciplinar. São necessários estudos clínicos prospectivos e biomarcadores (ex.: GDF15) para orientar protocolos seguros.

Publicado

2026-03-10

Como Citar

Barbosa, M. G. O., Furtado, C. E. A., Maia, B. C. F., Costa, I. A. T., de Souza, A. B., Braga, L. F., Arthur, J. R., Nogueira, P. C. de S. C., Soares, T. E. de A., & Fabri, G. M. C. (2026). TRATAMENTO ORTODÔNTICO EM PACIENTES SOB TERAPIA ANTIRREABSORTIVA: BASES BIOLÓGICAS E IMPLICAÇÕES PARA A OSTEONECROSE DOS MAXILARES. Seven Editora, 61-78. https://doi.org/10.56238/sevened2026.010-005