PROTOCOLOS DE MANEJO DA SÍNDROME GENITURINÁRIA DA MENOPAUSA (SGM): DA AVALIAÇÃO CLÍNICA AO TRATAMENTO INDIVIDUALIZADO
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.002-022Palavras-chave:
Síndrome Geniturinária da Menopausa, Menopausa, Atrofia Vulvovaginal, Tratamento Individualizado, Estrogênio Local, Sobreviventes de Câncer de MamaResumo
A Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), condição crônica e progressiva resultante da deficiência estrogênica, afeta mais da metade das mulheres na pós-menopausa, manifestando-se por sintomas como secura vaginal, dispareunia e urgência miccional, e impactando significativamente a qualidade de vida. Este estudo configura-se como uma revisão narrativa da literatura, com o objetivo de consolidar os protocolos de manejo clínico e terapêutico para a SGM, com ênfase no público mais acometido, incluindo sobreviventes de câncer de mama. O levantamento bibliográfico foi realizado na base de dados PubMed, utilizando descritores MeSH como "Genitourinary Atrophy" e "Menopause," abrangendo artigos dos últimos cinco anos. A avaliação clínica da SGM exige o relato de sintomas e a utilização de ferramentas diagnósticas como a Escala Visual Analógica (EVA) e o Índice de Função Sexual Feminina (FSFI), sendo o pH vaginal $\geq$ 4,6 um indicativo objetivo. O tratamento deve ser individualizado: hidratantes e lubrificantes não hormonais são a primeira linha para casos leves, enquanto a terapia estrogênica local em baixa dose é o padrão-ouro para casos moderados a graves. Abordagens como a prasterona, o ospemifeno e terapias baseadas em energia (laser de $CO\_{2}$ fracionado e Erbium:YAG) surgem como alternativas. Em sobreviventes de câncer de mama, priorizam-se as abordagens não hormonais e as mudanças no estilo de vida (cessação do tabagismo, perda de peso e uso de probióticos), reservando a terapia hormonal e o laser para casos refratários após avaliação multidisciplinar. A individualização e a abordagem multidisciplinar são pilares essenciais para o sucesso do manejo, visando o diagnóstico precoce, a melhora clínica, a restauração da saúde vaginal e a promoção da qualidade de vida.
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