PROTOCOLOS DE MANEJO DA SÍNDROME GENITURINÁRIA DA MENOPAUSA (SGM): DA AVALIAÇÃO CLÍNICA AO TRATAMENTO INDIVIDUALIZADO

Autores

  • Fernando Malachias de Andrade Bergamo
  • Carla Gabriele Aparecida dos Santos
  • Elizandra Pereira Trindade
  • Rodolfo Ricardo Toledo
  • Victória Nazaré Félix Rocha
  • Clara Letícia Schmitt Gurgacz
  • Camila Gabriele de Sousa Santana
  • Amanda Pecciarece Assunção Soares
  • Bruno da Silva Gomes
  • Derouchette Ângela da Paz Carneiro
  • Rafael Aguiar Loyola
  • Pedro Henrique Mazzi Dias
  • Amanda dos Santos Oliveira
  • Nicole Domingues Rocha

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.002-022

Palavras-chave:

Síndrome Geniturinária da Menopausa, Menopausa, Atrofia Vulvovaginal, Tratamento Individualizado, Estrogênio Local, Sobreviventes de Câncer de Mama

Resumo

A Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), condição crônica e progressiva resultante da deficiência estrogênica, afeta mais da metade das mulheres na pós-menopausa, manifestando-se por sintomas como secura vaginal, dispareunia e urgência miccional, e impactando significativamente a qualidade de vida. Este estudo configura-se como uma revisão narrativa da literatura, com o objetivo de consolidar os protocolos de manejo clínico e terapêutico para a SGM, com ênfase no público mais acometido, incluindo sobreviventes de câncer de mama. O levantamento bibliográfico foi realizado na base de dados PubMed, utilizando descritores MeSH como "Genitourinary Atrophy" e "Menopause," abrangendo artigos dos últimos cinco anos. A avaliação clínica da SGM exige o relato de sintomas e a utilização de ferramentas diagnósticas como a Escala Visual Analógica (EVA) e o Índice de Função Sexual Feminina (FSFI), sendo o pH vaginal $\geq$ 4,6 um indicativo objetivo. O tratamento deve ser individualizado: hidratantes e lubrificantes não hormonais são a primeira linha para casos leves, enquanto a terapia estrogênica local em baixa dose é o padrão-ouro para casos moderados a graves. Abordagens como a prasterona, o ospemifeno e terapias baseadas em energia (laser de $CO\_{2}$ fracionado e Erbium:YAG) surgem como alternativas. Em sobreviventes de câncer de mama, priorizam-se as abordagens não hormonais e as mudanças no estilo de vida (cessação do tabagismo, perda de peso e uso de probióticos), reservando a terapia hormonal e o laser para casos refratários após avaliação multidisciplinar. A individualização e a abordagem multidisciplinar são pilares essenciais para o sucesso do manejo, visando o diagnóstico precoce, a melhora clínica, a restauração da saúde vaginal e a promoção da qualidade de vida.

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Publicado

2026-03-11

Como Citar

Bergamo, F. M. de A., dos Santos, C. G. A., Trindade, E. P., Toledo, R. R., Rocha, V. N. F., Gurgacz, C. L. S., Santana, C. G. de S., Soares, A. P. A., Gomes, B. da S., Carneiro, D. Ângela da P., Loyola, R. A., Dias, P. H. M., Oliveira, A. dos S., & Rocha, N. D. (2026). PROTOCOLOS DE MANEJO DA SÍNDROME GENITURINÁRIA DA MENOPAUSA (SGM): DA AVALIAÇÃO CLÍNICA AO TRATAMENTO INDIVIDUALIZADO. Seven Editora, 318-327. https://doi.org/10.56238/sevened2026.002-022