FOTOTERAPIA PARA O TRATAMENTO DO VITILIGO
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.002-028Palavras-chave:
Fototerapia, Melanócito, Queratinócito, Radiação Ultravioleta, VitiligoResumo
O vitiligo é um distúrbio de pigmentação crônico de etiologia complexa, resultante da interação dinâmica entre estresse oxidativo celular, resposta imunológica anômala mediada por linfócitos T CD8+ e predisposição genética. O estresse oxidativo na epiderme e a ativação da vias de sinalização intracelular nos queratinócitos são marcos centrais que perpetuam a destruição dos melanócitos. O manejo terapêutico evoluiu da fotoquimioterapia com radiação ultravioleta A (PUVA) para a fototerapia com ultravioleta B de banda estreita (NB-UVB, 311 nm), consolidada atualmente como o padrão-ouro para formas generalizadas devido à sua eficácia superior e maior perfil de segurança. A NB-UVB exerce efeitos multifatoriais ao induzir a apoptose de linfócitos T autorreativos e estimular a proliferação e migração de células-tronco melanocíticas localizadas no folículo piloso. Para lesões localizadas, a fototerapia alvo com laser de Excimer (308 nm) oferece respostas rápidas e precisas. Avanços recentes destacam a sinergia entre a NB-UVB e inibidores da via JAK (Janus kinases), que aceleram a repigmentação ao neutralizar o ataque imune enquanto a luz estimula a regeneração celular. Adicionalmente, a fotobiomodulação emerge como uma estratégia complementar promissora para modular o microambiente oxidativo. A fototerapia, especialmente a NB-UVB, permanece como a base do tratamento do vitiligo. O futuro do manejo reside na personalização terapêutica e na integração de novas terapias biológicas e técnicas cirúrgicas para otimizar a estabilidade da repigmentação e o bem-estar dos pacientes afetados pelo vitiligo.
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