DESAFIOS NA REABILITAÇÃO DE MAXILAS ATRÓFICAS
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.002-035Palavras-chave:
Maxila Atrófica, Implantes Zigomáticos, Implantes Curtos, Implantes Subperiosteais, Reabilitação OralResumo
A reabilitação de maxilas atróficas representa um dos maiores desafios da implantodontia moderna devido à reabsorção óssea severa, que frequentemente impede a instalação de implantes convencionais sem intervenções prévias. Tradicionalmente, procedimentos reconstrutivos complexos, como enxertos ósseos autógenos, eram a principal abordagem, apesar de estarem associados a altas taxas de complicações, morbidade na área doadora e maior tempo de tratamento. Diante disso, o presente estudo, uma revisão bibliográfica narrativa, teve como objetivo discutir e comparar as principais estratégias reabilitadoras para maxilas e mandíbulas atróficas, buscando critérios para uma tomada de decisão clínica individualizada. Os dados analisados apontam para uma mudança de paradigma no manejo de arcadas atróficas, priorizando técnicas que utilizam o osso nativo residual. As abordagens inovadoras e menos invasivas destacadas são: Implantes Curtos, que oferecem taxas de sucesso comparáveis aos implantes convencionais após enxerto, com menor custo e morbidade cirúrgica; Implantes Zigomáticos, que mostram altas taxas de sobrevivência (90,3%–100%) em atrofia severa e favorecem protocolos de carga imediata; e Implantes Subperiosteais Customizados (CAD-CAM), uma alternativa válida para atrofias extremas ou após falhas de enxertia, proporcionando estabilidade primária e carga rápida. Em conclusão, não existe uma abordagem única padrão-ouro, e a escolha terapêutica deve ser individualizada, integrando o fluxo digital e considerando a gravidade da atrofia e o perfil sistêmico do paciente.
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