MANEJO DE DISTÚRBIOS POTENCIALMENTE MALIGNOS

Autores

  • Cesar Jeremias dos Santos Junior
  • Giulia Dias Ribeiro
  • Ana Maria Amorim Lopes da Silva
  • Guilherme Herculano Runkel
  • Lívia Renata Martins Rosa
  • Maria Karla Indrina Morais
  • Julia Raquel Oliveira de Abreu
  • Gustavo Henrique Amador Meloquero

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.002-037

Palavras-chave:

Distúrbios Potencialmente Malignos Orais (DPMOs), Carcinoma de Células Escamosas Oral (CCEO), Terapia Fotodinâmica (TFD)

Resumo

Os distúrbios potencialmente malignos orais (DPMOs) correspondem a um conjunto heterogêneo de lesões e condições da mucosa oral associadas a maior risco de transformação para carcinoma de células escamosas oral (CCEO). Entre os DPMOs mais frequentes destacam-se a leucoplasia oral, o líquen plano oral e a fibrose submucosa oral, cujas taxas de malignização variam conforme fatores etiológicos, características histopatológicas e influências do microambiente tecidual. A patogênese dessas lesões envolve interações complexas entre estressores celulares, incluindo estresse mecânico crônico, alterações na microbiota oral e mudanças na matriz extracelular, fatores que contribuem para a instabilidade genômica e para a progressão da carcinogênese. A evolução para malignidade é favorecida por um microambiente tumoral caracterizado por hipóxia, produção de citocinas inflamatórias e presença de fibroblastos associados ao câncer, elementos que promovem proliferação celular desregulada e mecanismos de evasão imunológica.Tradicionalmente, o manejo clínico dos DPMOs baseou-se na vigilância periódica e na excisão cirúrgica das lesões, entretanto as taxas de recorrência e a morbidade associada estimularam o desenvolvimento de abordagens terapêuticas mais conservadoras e direcionadas. Nesse contexto, a terapia fotodinâmica (TFD) tem emergido como alternativa promissora, utilizando fotossensibilizadores como Azul de Toluidina e Clorina-e6, capazes de promover seletividade tecidual e bons índices de resposta clínica. Paralelamente, avanços na compreensão da microbiota oral possibilitaram a introdução de probióticos e prebióticos como estratégias adjuvantes na modulação inflamatória e no controle do microambiente lesional.Além disso, estudos recentes investigam alvos moleculares relacionados à rigidez da matriz extracelular e às vias de mecanotransdução, bem como fármacos com efeitos metabólicos, como a metformina, que podem interferir na progressão pré-maligna. Dessa forma, o manejo contemporâneo dos DPMOs tende a integrar diagnóstico precoce, terapias minimamente invasivas e abordagens baseadas na biologia do microambiente, visando reduzir o risco de progressão para carcinoma oral invasivo.

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Publicado

2026-03-25

Como Citar

dos Santos Junior, C. J., Ribeiro, G. D., da Silva, A. M. A. L., Runkel, G. H., Rosa, L. R. M., Morais, M. K. I., de Abreu, J. R. O., & Meloquero, G. H. A. (2026). MANEJO DE DISTÚRBIOS POTENCIALMENTE MALIGNOS. Seven Editora, 520-526. https://doi.org/10.56238/sevened2026.002-037