MANEJO DE DISTÚRBIOS POTENCIALMENTE MALIGNOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.002-037Palavras-chave:
Distúrbios Potencialmente Malignos Orais (DPMOs), Carcinoma de Células Escamosas Oral (CCEO), Terapia Fotodinâmica (TFD)Resumo
Os distúrbios potencialmente malignos orais (DPMOs) correspondem a um conjunto heterogêneo de lesões e condições da mucosa oral associadas a maior risco de transformação para carcinoma de células escamosas oral (CCEO). Entre os DPMOs mais frequentes destacam-se a leucoplasia oral, o líquen plano oral e a fibrose submucosa oral, cujas taxas de malignização variam conforme fatores etiológicos, características histopatológicas e influências do microambiente tecidual. A patogênese dessas lesões envolve interações complexas entre estressores celulares, incluindo estresse mecânico crônico, alterações na microbiota oral e mudanças na matriz extracelular, fatores que contribuem para a instabilidade genômica e para a progressão da carcinogênese. A evolução para malignidade é favorecida por um microambiente tumoral caracterizado por hipóxia, produção de citocinas inflamatórias e presença de fibroblastos associados ao câncer, elementos que promovem proliferação celular desregulada e mecanismos de evasão imunológica.Tradicionalmente, o manejo clínico dos DPMOs baseou-se na vigilância periódica e na excisão cirúrgica das lesões, entretanto as taxas de recorrência e a morbidade associada estimularam o desenvolvimento de abordagens terapêuticas mais conservadoras e direcionadas. Nesse contexto, a terapia fotodinâmica (TFD) tem emergido como alternativa promissora, utilizando fotossensibilizadores como Azul de Toluidina e Clorina-e6, capazes de promover seletividade tecidual e bons índices de resposta clínica. Paralelamente, avanços na compreensão da microbiota oral possibilitaram a introdução de probióticos e prebióticos como estratégias adjuvantes na modulação inflamatória e no controle do microambiente lesional.Além disso, estudos recentes investigam alvos moleculares relacionados à rigidez da matriz extracelular e às vias de mecanotransdução, bem como fármacos com efeitos metabólicos, como a metformina, que podem interferir na progressão pré-maligna. Dessa forma, o manejo contemporâneo dos DPMOs tende a integrar diagnóstico precoce, terapias minimamente invasivas e abordagens baseadas na biologia do microambiente, visando reduzir o risco de progressão para carcinoma oral invasivo.
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