MANEJO DE FOCOS INFECCIOSOS SILENCIOSOS ORAIS EM AMBIENTE HOSPITALAR
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.002-038Palavras-chave:
Odontologia Hospitalar, Focos Infecciosos Orais Silenciosos, Transplante, Complicações Sistêmicas, Saneamento de FocosResumo
Os focos infecciosos orais silenciosos, caracterizados por processos inflamatórios crônicos de origem odontogênica e frequentemente assintomáticos, representam um risco crítico, especialmente em pacientes hospitalares submetidos a terapias imunossupressoras como o transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH) e transplantes de órgãos sólidos (TOS). Tais focos, incluindo periodontite apical crônica e bolsas periodontais profundas, são reservatórios de patógenos com potencial de disseminação sistêmica e desenvolvimento de sepse. O manejo preventivo, ou saneamento de focos, é crucial para mitigar complicações pós-procedimento de alta complexidade. Este estudo é uma revisão bibliográfica narrativa com o objetivo de sintetizar as evidências científicas sobre o manejo desses focos. A literatura reforça a associação entre múltiplos focos orais crônicos pré-transplante e o aumento da morbidade, tempo de internação prolongado e risco de complicações infecciosas e inflamatórias sistêmicas, como abscessos cerebrais e agravamento da orbitopatia de Graves. A conduta clínica predominante é a extração dentária para eliminação rápida do risco. Conclui-se que a integração da odontologia ao cuidado hospitalar é essencial, pois a eliminação desses focos previne complicações locais e sistêmicas, podendo reduzir a rejeição de transplantes e evitar desfechos fatais em pacientes críticos.
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