DOBUTAMINA NO MANEJO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DESCOMPENSADA: EVIDÊNCIAS E IMPLICAÇÕES CLÍNICAS A PARTIR DE UMA REVISÃO DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.009-056Palavras-chave:
Insuficiência Cardíaca, Dobutamina, Inotrópicos, Hemodinâmica, Insuficiência Cardíaca DescompensadaResumo
A insuficiência cardíaca descompensada representa uma condição clínica de elevada morbimortalidade, frequentemente associada à redução do débito cardíaco e à hipoperfusão tecidual, exigindo intervenções terapêuticas rápidas para estabilização hemodinâmica. Nesse contexto, a utilização de agentes inotrópicos, como a dobutamina, tem papel relevante no manejo de pacientes em estado de instabilidade cardiovascular. Objetiva-se analisar, por meio de uma revisão da literatura científica, os principais efeitos hemodinâmicos da dobutamina no tratamento da insuficiência cardíaca descompensada, bem como discutir suas indicações clínicas, benefícios terapêuticos e limitações. Para tanto, procede-se à realização de uma revisão bibliográfica nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, considerando publicações entre os anos de 2013 e 2024, com a seleção final de 13 estudos que abordam o uso da dobutamina no manejo da insuficiência cardíaca. Desse modo, observa-se que a dobutamina apresenta efeitos significativos na melhora da contratilidade miocárdica e no aumento do débito cardíaco, contribuindo para a estabilização hemodinâmica em pacientes com insuficiência cardíaca aguda. Entretanto, a literatura também aponta possíveis limitações relacionadas ao uso prolongado do fármaco, incluindo risco de arritmias e aumento do consumo de oxigênio pelo miocárdio. Conclui-se que a dobutamina permanece como importante opção terapêutica no manejo da insuficiência cardíaca descompensada, sobretudo em cenários que exigem rápida intervenção hemodinâmica, devendo seu uso ser realizado de forma criteriosa e com monitorização clínica adequada.
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