A CIRURGIA BARIÁTRICA DEIXARÁ DE EXISTIR NO FUTURO?
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.009-062Palavras-chave:
Cirurgia Bariátrica, Obesidade, Análogos de GLP-1, Perda de PesoResumo
Introdução: A obesidade é um grave problema de saúde pública, afetando 34% dos adultos brasileiros, com uma prevalência projetada de 75% de sobrepeso/obesidade até 2044. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a cirurgia bariátrica como opção de tratamento para casos selecionados. Análogos de GLP-1 (liraglutida e semaglutida) e de GIP (tirzepatida) também são eficazes, porém não estão disponíveis pelo SUS e apresentam alto custo.
Objetivo: Comparar a perda de excesso de peso (%EWL) e a perda total de peso (%TWL) entre a cirurgia bariátrica e os análogos de GLP-1 e GIP.
Metodologia: Revisão de artigos das bases SciELO e PubMed (2014–2024), em inglês e português, utilizando os descritores: cirurgia bariátrica, bypass gástrico, sleeve, switch duodenal, banda gástrica, GIP, GLP-1, perda de excesso de peso, perda total de peso. Dados do DataSUS (2008–2024) complementaram a análise.
Resultados: O número de cirurgias bariátricas no Brasil aumentou 22,9% em relação a 2019, sendo bypass em Y de Roux, gastrectomia sleeve, banda gástrica e switch duodenal os procedimentos mais comuns. Os resultados médios encontrados foram: Roux-en-Y: TWL 28,6%, EWL 68,3% (5 anos); banda gástrica: TWL 15,9% (3 anos), EWL 45,9% (≤10 anos); sleeve: TWL 25%, EWL 61,1% (5 anos); switch duodenal: TWL 39,4%, EWL 98,8% (1 ano). Ensaios clínicos demonstraram: semaglutida com perda média de peso de 10,2% (4 anos) até 14,9% (68 semanas); tirzepatida até 18% (72 semanas); liraglutida variando de 2,2% a 18,5% (6–12 meses).
Conclusão: Embora as terapias farmacológicas demonstrem eficácia, seu alto custo e indisponibilidade no SUS limitam seu uso. A cirurgia bariátrica permanece associada a maior perda de peso e maior durabilidade dos resultados, mantendo seu papel central no manejo da obesidade no Brasil.
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