MANEJO DO DELIRIUM NO IDOSO

Autores

  • Lucas Xavier dos Santos
  • Yngryson Almeida Diniz
  • Maria Larissa do Nascimento Melo
  • Renan Schmitz Marcheti
  • Nailon de Morais Kois
  • Maria Clara Teixeira da Silva
  • Pedro Augusto Godinho de Castilho
  • Miquéia Aurélia Vieira Diniz Dantas
  • Mike Draiher da Silva
  • Gustavo Stanislaski Bazana
  • Hercia Simone Palhano Oliveira Pereira
  • Rubia Martinez Santos

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.016-001

Palavras-chave:

Delirium, Idoso, Complicações Pós-Operatórias, Prevenção, Aprendizado de Máquina

Resumo

O delirium pós-operatório (DPO) constitui uma das complicações mais frequentes e graves em pacientes idosos submetidos a procedimentos cirúrgicos, caracterizando-se por distúrbios agudos e flutuantes da atenção, consciência e cognição. Sua ocorrência associa-se a desfechos adversos significativos, incluindo aumento da morbimortalidade, prolongamento da internação hospitalar, declínio funcional e cognitivo, institucionalização e elevação dos custos em saúde. A fisiopatologia do DPO é complexa e multifatorial, envolvendo a interação entre vulnerabilidade cerebral subjacente (fatores predisponentes) e estressores agudos perioperatórios (fatores precipitantes). Entre os fatores predisponentes destacam-se a idade avançada, fragilidade, desnutrição, multimorbidade, comprometimento cognitivo prévio e depressão. Os fatores precipitantes incluem cirurgias de grande porte, resposta inflamatória sistêmica, hipotensão intraoperatória, dor mal controlada e uso de medicamentos como benzodiazepínicos. A prevenção do DPO fundamenta-se em intervenções multicomponentes não farmacológicas, como as propostas pelo Hospital Elder Life Program (HELP), que demonstram eficácia na redução da incidência do quadro. A Avaliação Geriátrica Abrangente (AGA) no período pré-operatório permite a otimização sistemática dos fatores de risco modificáveis. As evidências para profilaxia farmacológica são limitadas, destacando-se a dexmedetomidina como opção promissora em populações selecionadas, enquanto benzodiazepínicos devem ser evitados. Modelos de predição baseados em aprendizado de máquina têm demonstrado acurácia superior à regressão logística tradicional na identificação de pacientes de alto risco, incorporando biomarcadores como peptídeo natriurético cerebral (BNP), troponina T e proteína C-reativa. A relação entre delirium e demência é íntima e bidirecional, sendo o delirium frequentemente subdiagnosticado em pacientes com demência preexistente. A abordagem clínica deve priorizar a identificação e o manejo dos fatores desencadeantes em todo idoso confuso, independentemente da suspeita de demência subjacente.

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Publicado

2026-04-06

Como Citar

dos Santos, L. X., Diniz, Y. A., Melo, M. L. do N., Marcheti, R. S., Kois, N. de M., da Silva, M. C. T., de Castilho, P. A. G., Dantas, M. A. V. D., da Silva, M. D., Bazana, G. S., Pereira, H. S. P. O., & Santos, R. M. (2026). MANEJO DO DELIRIUM NO IDOSO. Seven Editora, 1-11. https://doi.org/10.56238/sevened2026.016-001