ABORDAGEM DA VIA DE PARTO NO DESCOLAMENTO PREMATURO DE PLACENTA

Autores

  • Luiza Dias Baldoni
  • Clayseane Nunes Araújo
  • Amanda dos Santos Oliveira
  • Isabela Vitória Grasso
  • Julia Marjorie Pires Costa

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.016-002

Palavras-chave:

Descolamento Prematuro de Placenta (DPP), Via de Parto, Cesariana de Emergência, Parto Vaginal

Resumo

Introdução: O Descolamento Prematuro de Placenta, cuja sigla é DPP, é considerado uma emergência obstétrica. Isto porque ocorre a separação parcial ou total da placenta, órgão temporário que surge na gestação para nutrir e oxigenar o feto. Geralmente, a DPP ocorre após a 20ª semana de gravidez e pode ser ocasionada por múltiplos fatores: hipertensão arterial, trauma abdominal, uso de substâncias químicas, ruptura precoce da bolsa, entre outros. É uma das condições mais críticas na obstetrícia, pois está associada a elevados índices de óbitos perinatais. Método: A pesquisa constitui a revisão bibliográfica de natureza narrativa. A prospecção dos dados foi realizada na base de dados PubMed, empregando-se o descritor "Premature Placental Abruption", integrado conforme a terminologia do Medical Subject Headings (MeSH). A seleção abrangeu estudos publicados entre 2021 e 2025, com disponibilidade de texto integral nos idiomas inglês ou português, que abordassem o manejo clínico e cirúrgico da DPP. Resultados e Discussão: Identificar precocemente os sinais e sintomas desse quadro é de extrema importância para escolher a via de parto. É necessário avaliar o estado de saúde do binômio mãe-bebê para intervir. Mas, geralmente a cesariana de emergência é o padrão-ouro devido a rápida deterioração do estado clínico materno e fetal. É válido destacar, no entanto, que a decisão precisa ser tomada com muita cautela e segurança, pois apesar da cesariana elevar as chances de salvar vidas, também impõem riscos como qualquer procedimento cirúrgico: hemorragia, infecção e perfuração de órgãos. Quanto ao parto vaginal, este só indicado quando a gestação é de termo ou peritermo, não há sinais de complicação ou o descolamento está no início. Outra possibilidade é quando já ocorreu o óbito fetal devido uma DPP servera. Nestas situações, é realizada a indução do trabalho de parto. Conclusão: Se atentar precocemente aos fatores de risco permite que a gestante possa ser acompanhada mais de perto ou até realizar um pré-natal de alto risco. O exame de ultrassom é fundamental para identificar útero com formato anômalo, miomas, gestação gemelar e hematoma subcoriônico, aspectos que acendem o alerta para a DPP. Dessa forma, os profissionais da saúde que atendem gestantes, seja da atenção primária ou do ambiente hospitalar, devem averiguar com frequência a trajetória gestacional a fim de interferir quando a gestação não representar mais benefícios.

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Publicado

2026-04-06

Como Citar

Baldoni, L. D., Araújo, C. N., Oliveira, A. dos S., Grasso, I. V., & Costa, J. M. P. (2026). ABORDAGEM DA VIA DE PARTO NO DESCOLAMENTO PREMATURO DE PLACENTA. Seven Editora, 12-18. https://doi.org/10.56238/sevened2026.016-002