ABORDAGENS TERAPÊUTICAS DO MEDULOBLASTOMA
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.016-005Palavras-chave:
Meduloblastoma, Subgrupos Moleculares, Terapias Direcionadas, Biópsia Líquida, Oncologia PediátricaResumo
O meduloblastoma é a neoplasia cerebral maligna mais prevalente na população pediátrica, caracterizada por marcante heterogeneidade clínica e biológica e estratificada nos quatro subgrupos moleculares principais: WNT, SHH, Grupo 3 e Grupo 4. Embora o manejo tradicional com ressecção cirúrgica, radioterapia craniospinal e quimioterapia tenha avançado nas taxas de cura, os sobreviventes frequentemente desenvolvem déficits neurocognitivos e endócrinos graves devido à toxicidade do tratamento convencional. Esta revisão bibliográfica narrativa, baseada em artigos do PubMed publicados entre 2021 e 2025, buscou sintetizar os avanços nas abordagens terapêuticas do meduloblastoma. Os resultados destacam a emergência de terapias direcionadas, como a inibição da enzima DHODH para o meduloblastoma de Grupo 3 (frequentemente associado à amplificação do oncogene MYC) e a identificação de novos mecanismos de sobrevivência celular. No monitoramento, a biópsia líquida no líquido cefalorraquidiano (LCR) consolidou-se para a avaliação de doença residual mensurável (MRD). Além disso, novas estratégias de imunoterapia focadas em células NK e bloqueio de checkpoints estão sendo exploradas para superar a evasão imunológica. Conclui-se que o futuro do manejo do meduloblastoma repousa na combinação de monitoramento dinâmico via biópsia líquida com politerapias que ataquem simultaneamente a sinalização oncogênica e o metabolismo celular aberrante, buscando equilibrar o controle tumoral com a preservação das funções neurológicas e do desenvolvimento infantil.
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