AVANÇOS E PERSPECTIVAS NA FOTOTERAPIA PARA PSORÍASE
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.001-085Palavras-chave:
Fototerapia, Fotoquimioterapia, Inflamação, Psoríase, Radiação UltravioletaResumo
A psoríase é uma patologia dermatológica crônica e inflamatória que afeta cerca de 2% da população mundial. Sua fisiopatologia envolve um ciclo de hiperproliferação de queratinócitos e disfunção imunológica, mediada principalmente pelo eixo IL-23/IL-17. A fototerapia consolidou-se como uma modalidade terapêutica eficaz ao interromper esse ciclo através da interação da radiação ultravioleta (RUV) com componentes moleculares da pele. A eficácia da fototerapia baseia-se na indução de apoptose de queratinócitos e linfócitos T, na redução de citocinas pró-inflamatórias (como IL-12 e IL-23) e na promoção de imunossupressão local. Historicamente, o tratamento evoluiu do regime de Goeckerman e do método de Ingram para a descoberta da efetividade da radiação UVB de banda estreita (NB-UVB) em 1981, que se tornou o padrão-ouro moderno por sua superioridade em eficácia e segurança em comparação ao UVB de banda larga. A fotoquimioterapia (PUVA) combina psoralenos com radiação UVA, sendo indicada para casos graves e resistentes. O Consenso Brasileiro de Psoríase de 2024 elevou a fototerapia ao patamar de importância do metotrexato no início da terapia sistêmica, visando metas ambiciosas como o Psoriasis Area and Severity Index 90. Equipamentos modernos, como cabines profissionais e painéis portáteis, garantem a precisão da dosimetria e o conforto do paciente. Embora os agentes biológicos apresentem taxas de resposta superiores, a fototerapia permanece essencial devido ao seu custo-efetividade, segurança comprovada em gestantes e lactantes, e potencial de uso em terapias combinadas. Quanto à segurança a longo prazo, o risco de carcinogênese é dose-dependente na PUVA, enquanto a radiação NB-UVB demonstra um perfil de segurança altamente favorável, especialmente em fototipos mais altos. Assim, a fototerapia representa uma solução potente, biologicamente viável e democrática. O futuro da modalidade aponta para a integração de unidades domésticas controladas e o uso de lasers direcionados, reafirmando seu papel indispensável no arsenal terapêutico contra a psoríase.
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