DIAGNÓSTICO DA FEBRE MACULOSA
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.015-002Palavras-chave:
Febre Maculosa, Rickettsia rickettsii, Diagnóstico Molecular, RIFI, DoxiciclinaResumo
Este capítulo aborda o diagnóstico da Febre Maculosa (FM), um grupo de rickettsioses causadas por bactérias do gênero Rickettsia, com ênfase na Rickettsia rickettsii, agente da forma mais letal nas Américas. Os autores destacam que o quadro clínico inicial é inespecífico (febre alta, cefaleia, mialgia e náuseas), dificultando o diagnóstico diferencial com outras doenças febris agudas. O diagnóstico laboratorial enfrenta limitações significativas: os métodos sorológicos (como a RIFI) dependem da soroconversão, que ocorre tardiamente, enquanto as técnicas moleculares (PCR em tempo real, LAMP e HDPCR multiplex) permitem detecção precoce, porém exigem infraestrutura e capacitação nem sempre disponíveis em regiões endêmicas. A revisão narrativa da literatura (2019 - 2025) evidencia que a decisão terapêutica com doxiciclina deve ser baseada na suspeita clínica e epidemiológica, sem aguardar confirmação laboratorial. Conclui-se que o diagnóstico ideal é multimodal, integrando alta suspeição clínica, métodos moleculares rápidos e vigilância genômica, além de políticas de descentralização diagnóstica e capacitação profissional para reduzir a letalidade da doença.
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