DIAGNÓSTICO DA FEBRE MACULOSA

Autores

  • Caio Junior Balduino Coutinho Rodrigues
  • Julia Pereira Bicalho
  • Lívia Franco da Silva Lima
  • Jessica Medeiros Andresa
  • Giliene Costa Monteiro Araujo
  • Vitória Aosani
  • Larissa Pereira Coimbra
  • Stephany Araújo Silva Gonçalves

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.015-002

Palavras-chave:

Febre Maculosa, Rickettsia rickettsii, Diagnóstico Molecular, RIFI, Doxiciclina

Resumo

Este capítulo aborda o diagnóstico da Febre Maculosa (FM), um grupo de rickettsioses causadas por bactérias do gênero Rickettsia, com ênfase na Rickettsia rickettsii, agente da forma mais letal nas Américas. Os autores destacam que o quadro clínico inicial é inespecífico (febre alta, cefaleia, mialgia e náuseas), dificultando o diagnóstico diferencial com outras doenças febris agudas. O diagnóstico laboratorial enfrenta limitações significativas: os métodos sorológicos (como a RIFI) dependem da soroconversão, que ocorre tardiamente, enquanto as técnicas moleculares (PCR em tempo real, LAMP e HDPCR multiplex) permitem detecção precoce, porém exigem infraestrutura e capacitação nem sempre disponíveis em regiões endêmicas. A revisão narrativa da literatura (2019 - 2025) evidencia que a decisão terapêutica com doxiciclina deve ser baseada na suspeita clínica e epidemiológica, sem aguardar confirmação laboratorial. Conclui-se que o diagnóstico ideal é multimodal, integrando alta suspeição clínica, métodos moleculares rápidos e vigilância genômica, além de políticas de descentralização diagnóstica e capacitação profissional para reduzir a letalidade da doença.

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Publicado

2026-04-14

Como Citar

Rodrigues, C. J. B. C., Bicalho, J. P., Lima, L. F. da S., Andresa, J. M., Araujo, G. C. M., Aosani, V., Coimbra, L. P., & Gonçalves, S. A. S. (2026). DIAGNÓSTICO DA FEBRE MACULOSA. Seven Editora, 46-53. https://doi.org/10.56238/sevened2026.015-002