NEUROFOBIA COMO UM FENÔMENO MEDIADO EDUCACIONALMENTE: UMA REVISÃO CRÍTICA
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.022-001Palavras-chave:
Neurologia, Educação Médica, Aprendizagem, Currículo, Cognição, Carga de Trabalho, Compreensão, Raciocínio Clínico, Revisão de Literatura Como Assunto, Modelos EducacionaisResumo
Introdução: A neurofobia, comumente definida como o medo da neurologia entre estudantes de medicina e médicos não especialistas, é um problema persistente e relatado internacionalmente na educação médica. Frequentemente, é atribuída à complexidade intrínseca da neurologia, incluindo a neuroanatomia, a localização de lesões e o raciocínio diagnóstico. No entanto, fatores educacionais, como a falta de integração entre as ciências básicas e clínicas, currículos fragmentados e métodos de ensino passivos, também têm sido consistentemente identificados. Isso sugere que a neurofobia pode não ser explicada apenas pela complexidade do conteúdo, mas também pela forma como a neurologia é ensinada e aprendida.
Métodos: Este estudo foi concebido como uma revisão crítica. A literatura sobre neurofobia, educação em neurologia e teoria educacional foi selecionada intencionalmente e revisada. O objetivo da revisão não foi apenas resumir a literatura, mas reinterpretar a neurofobia à luz da teoria educacional e desenvolver um arcabouço conceitual para explicar sua emergência e possível mitigação.
Resultados: A literatura sugere que a neurofobia está associada a dificuldades na integração do conhecimento, baixa percepção de relevância do ensino de neurociência, ambientes de aprendizagem passivos, currículos fragmentados, alta carga cognitiva e dificuldade na construção de modelos mentais do funcionamento neurológico. Teorias educacionais, incluindo a teoria da aprendizagem significativa, teoria da aprendizagem de adultos, pedagogia crítica, teoria curricular, teoria da carga cognitiva e aprendizagem analógica, fornecem estruturas explicativas para essas dificuldades e sugerem estratégias educacionais correspondentes.
Discussão: Esta síntese sugere que a neurofobia é principalmente um fenômeno mediado educacionalmente, resultante de um desalinhamento entre as demandas cognitivas da neurologia e o desenho educacional por meio do qual ela é ensinada. A teoria educacional fornece uma estrutura não apenas para explicar a neurofobia, mas também para orientar o desenho curricular e estratégias de ensino voltadas para melhorar a integração do conhecimento, a motivação, o desenvolvimento do raciocínio clínico e a confiança dos estudantes.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.