SEGURANÇA DO PACIENTE NA FORMAÇÃO INICIAL EM ENFERMAGEM: ATITUDES, PERFIS E IMPLICAÇÕES PARA O ENSINO
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.011-026Palavras-chave:
Educação em Saúde, Estudantes de Enfermagem, Conhecimento, Atitude e Prática em Saúde, Profissionalismo, Segurança do PacienteResumo
ste capítulo apresenta uma análise ampliada do perfil, das atitudes e das percepções de estudantes ingressantes em Enfermagem em relação à segurança do paciente, fundamentada nos achados da dissertação de mestrado. Com base na investigação de quatro coortes consecutivas (2021–2024), o estudo revela que os estudantes iniciam a graduação com crenças heterogêneas, frequentemente moldadas por noções idealizadas de cuidado e por atribuições individuais de erro. Os resultados evidenciam fragilidades relacionadas à confiança na notificação de erros, à compreensão da inevitabilidade da falibilidade humana e ao reconhecimento das causas sistêmicas subjacentes aos eventos adversos. Diferenças significativas entre as coortes sugerem que fatores externos — como o contexto pandêmico, narrativas sociais e mudanças geracionais — influenciam diretamente as atitudes iniciais sobre segurança. A análise psicométrica demonstrou que a versão de 30 itens do APSQ-3 oferece maior robustez para avaliar essas percepções, captando nuances essenciais para a formação em saúde. Os achados reforçam a importância de estratégias pedagógicas precoces, currículos integrados e abordagens de aprendizagem que promovam segurança psicológica, cultura justa e compreensão sistêmica do cuidado. Ao identificar padrões atitudinais antes da exposição clínica, este capítulo contribui para o delineamento de intervenções educacionais capazes de fortalecer a cultura de segurança do paciente desde o início da formação em Enfermagem.
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