EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL E PRONTIDÃO PARA A APRENDIZAGEM EM ESTUDANTES DE MEDICINA: UMA ANÁLISE LONGITUDINAL
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.011-028Palavras-chave:
Educação Interprofissional, Prontidão para a Aprendizagem Interprofissional, Estudantes de Medicina, Análise Longitudinal, Cuidado Centrado no PacienteResumo
A crescente complexidade da atenção à saúde exige a educação interprofissional (EIP) para fomentar a prática colaborativa. Este estudo longitudinal, de abordagem quantitativa, investigou a evolução da Prontidão para a Aprendizagem Interprofissional (RIPL) de estudantes de Medicina da FAMERP, uma instituição brasileira. Utilizando a escala RIPLS, 48 estudantes da turma de 2021 foram avaliados no ingresso (T1), ao final do ciclo básico (T2) e ao final do ciclo clínico (T3), com foco em três fatores: Trabalho em Equipe e Colaboração (F1), Identidade Profissional (F2) e Atenção à Saúde Centrada no Paciente (F3). Os resultados indicaram alta prontidão inicial para F1 e F3, porém F1 e F2 não demonstraram evolução significativa, mantendo estabilidade ao longo do curso. Por outro lado, F3 apresentou um padrão não linear notável em “U invertido”, com aumento significativo de T1 para T2, seguido de declínio significativo de T2 para T3. Essa trajetória sugere que, embora os estudantes possuam forte predisposição inicial para o cuidado centrado no paciente, as realidades do treinamento clínico podem desafiar essa atitude. Esses achados enfatizam a natureza dinâmica e não linear da RIPL e destacam a necessidade crítica de intervenções sistemáticas e adaptativas de EIP ao longo do currículo médico, especialmente nas fases clínicas avançadas, para cultivar e sustentar efetivamente competências colaborativas e abordagens centradas no paciente.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.