LETRAMENTO ESTÉTICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL DA REDE PÚBLICA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.011-038Palavras-chave:
Formação Docente, Política Curricular, Desenvolvimento Humano Integral, Mediação Literária, Responsabilização EducacionalResumo
A Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental constituem etapas estruturantes da formação humana, nas quais se consolidam as bases da linguagem, da sensibilidade e da constituição simbólica das crianças. Nesse contexto, o letramento, compreendido como prática social, amplia-se para a noção de letramento estético, integrando linguagem, arte e experiência sensível como dimensões constitutivas da aprendizagem. Entretanto, políticas educacionais marcadas por padronização curricular e avaliações em larga escala têm priorizado resultados mensuráveis, o que pode restringir o espaço das linguagens artísticas e das experiências estéticas no cotidiano escolar. Diante desse cenário, o presente artigo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão de literatura, como o letramento estético tem sido discutido no âmbito da Educação Infantil e do Ensino Fundamental da rede pública, destacando suas implicações para a formação docente e para as práticas pedagógicas. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza teórica e bibliográfica, fundamentada no método dedutivo-analítico. O procedimento metodológico consistiu em revisão de literatura sistematizada, orientada pelas diretrizes do protocolo PRISMA e analisada à luz da Análise de Conteúdo de Bardin. Os resultados evidenciam consenso teórico quanto à centralidade da educação estética para o desenvolvimento integral, bem como à importância da formação docente para a consolidação de práticas estéticas intencionais. Contudo, identificam-se tensões entre o reconhecimento discursivo da formação integral e a predominância de abordagens instrumentalizantes. Conclui-se que o letramento estético constitui categoria integradora capaz de articular alfabetização, sensibilidade e criticidade, sendo imprescindível fortalecer políticas formativas que o incorporem de maneira sistemática na rede pública de ensino.
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