A TRAJETÓRIA DA AUTOEFICÁCIA NA FORMAÇÃO MÉDICA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.011-057Palavras-chave:
Autoeficácia, Estudantes de Medicina, Estudo Longitudinal, Educação Médica, Desenvolvimento ProfissionalResumo
Este estudo longitudinal investigou a trajetória da autoeficácia percebida em estudantes de medicina ao longo de quatro anos de formação, fundamentando-se na Teoria Social Cognitiva de Albert Bandura. A autoeficácia, entendida como a crença na capacidade de sucesso em situações específicas, é essencial para o desempenho acadêmico, persistência e adaptação. A pesquisa acompanhou estudantes desde o ciclo básico até o internato, utilizando a Escala de Autoeficácia Percebida no Ensino Superior (EAPES), que avalia cinco dimensões: acadêmica, regulação da formação, interação social, ações proativas e gestão acadêmica. Os resultados revelaram um declínio significativo na autoeficácia geral do início do curso até a metade do ciclo clínico, seguido de recuperação parcial no internato, embora não retornando aos níveis iniciais. A dimensão de ações proativas apresentou o declínio mais pronunciado e menor recuperação, sugerindo que a confiança dos estudantes em tomar iniciativas e agir independentemente é particularmente vulnerável durante a formação médica. As trajetórias individuais variaram consideravelmente, evidenciando a influência de fatores pessoais e contextuais. Os achados têm implicações importantes para a educação médica, indicando a necessidade de intervenções pedagógicas direcionadas, especialmente durante períodos críticos de transição entre ciclos. O estudo contribui para compreender como as demandas crescentes da formação médica impactam a percepção de competência dos estudantes.
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